terça-feira, 10 de junho de 2008

Mujeres dramáticas



Até teve um tempo em que o minimalismo me enchia os olhos, mas confesso que de uns tempos pra cá, ando numa vibe super latina. Pior adotei o batom vermelho. Tudo bem, eu sei que posso me odiar numa foto com a 'boca louca' daqui a uns 5 anos, mas estou disposta a pagar o preço. Está tãaao divertido brincar de ser una mujer dramática.

Até o momento uns dos desfiles que mais gostei foi da Sta Ephigênia que não economizou nas cores e fez roupa chiquéeerima sem esquecer que vive nos trópicos. Ah esse vestido listrado lá em casa...ai, ai, ai

Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome. Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores. lá, lá, lá

Buenas Ondas Verdes: Algumas reflexões sobre o papel do meio ambiente na geopolítica mundial

A questão ambiental tem ocupado um papel cada vez mais relevante nas relações internacionais contemporâneas. A negociação e implementação de tratados, acordos, convenções e a realização de reuniões internacionais com agendas amplas e complexas - como a RIO 92 - dão contornos a um sistema internacional multilateral imerso em conflitos e contradições. Novos processos emergem no cerne da dinâmica capitalista e contribuem para uma nova geopolítica global, como o fim da Guerra Fria, a reestruturação produtiva, a globalização econômico-financeira, a propagação da ideologia neoliberal e os avanços tecnológicos e científicos, principalmente no campo da biotecnologia.

Algumas temáticas ambientais, cujos impactos extrapolam as fronteiras dos Estados Nacionais, têm surgido com maior destaque na política internacional e influenciado a (re)configuração da geopolítica mundial. Neste sentido, podemos mencionar, na esteira do agravamento da crise ambiental mundial, problemas como a diminuição da camada de ozônio, a mudança do clima global, a perda da biodiversidade, a poluição dos ambientes marítimos e a devastação das florestas, além dos múltiplos desafios relacionados à água e à energia. A geopolítica contemporânea caracteriza-se, dessa maneira, pelo que Marília Steinberger definiu como “relações de poder de vários atores sobre o território”, extrapolando a perspectiva clássica de poder centrado exclusivamente no Estado. Bertha Becker, por sua vez, lembra que a geopolítica sempre foi marcada pela presença de pressões de todo tipo, intervenções no cenário internacional - desde as mais brandas até guerras e conquistas de territórios. E que esta geopolítica atua, hoje, sobretudo, por meio do poder de influir a tomada de decisão dos Estados sobre o uso do território.

A geopolítica contemporânea e o meio ambiente se entrecruzam, portanto, não somente nas tensões em relação ao território em si, mas também no tocante às (im)possibilidades de seu uso. O território entendido a partir de uma dimensão de fonte e de estoque de recursos naturais – o que no capitalismo é indispensável para garantir o lucro a partir da realização contínua dos ciclos de produção, distribuição, circulação e consumo – traduz-se na possibilidade de acesso ou de restrição, prevalecendo, muitas vezes, a idéia de natureza como “capital de realização atual ou futura”, segundo expressão usada por Bertha Becker.

Em outras palavras, a partir do controle do território, locus estratégico de poder, é possível – ao mesmo tempo e de maneira dialética – permitir ou impedir o uso de riquezas naturais, normatizando também atitudes e comportamentos, segundo análise feita por Paulo César da Costa Gomes. Uma interpretação, neste sentido, é dada por Rogério Haesbaert. Para ele, “é evidente que a preservação ambiental se torna uma questão cada vez mais relevante, não só mantenedora de condições ecológicas mínimas de sobrevivência, mas também enquanto ‘reserva (bio)tecnológica’”.

Berta Becker faz referência à assimetria de poder internacional para asseverar a existência de uma disputa das potências pelos estoques das riquezas naturais, uma vez que a distribuição geográfica de tecnologia e de recursos está distribuída de forma desigual. Segundo ela, “enquanto as tecnologias avançadas são desenvolvidas nos centros de poder, as reservas naturais estão localizadas nos países periféricos ou em áreas não regulamentadas juridicamente”.

Podemos considerar que poder e território – o último entendido em suas dimensões não só material, mas também simbólica – possuem interfaces que dialogam e se interpenetram, estando cada vez mais imbricados frente à crise ambiental. A apropriação e o uso das riquezas naturais passam a ser almejados por distintos atores, cada qual com suas intencionalidades e perspectivas de ação.

Um exemplo são os debates sobre “bens públicos globais”, correspondentes a riquezas naturais que deveriam ser compartilhadas entre todos os seres humanos, independentemente das fronteiras políticas e jurisdicionais existentes. Se por um lado considera a amplitude da escala dos problemas ambientais, a idéia de proteção compartilhada de riquezas naturais globais enseja, por outro, várias divergências políticas entre os países à medida que esbarra no conceito tradicional de soberania internacional e na autonomia na organização do uso do território. Essa discussão tem se mostrado particularmente presente em relação à Amazônia, ensejando repetidas declarações por parte de representantes brasileiros – inclusive do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de que a Amazônia brasileira pertence aos brasileiros.

Ao ser considerado elemento proeminente na definição dos contornos da geopolítica mundial, o meio ambiente projeta um cenário de desafios e possibilidades para o Brasil, que se constitui em global player (ator global) no que concerne à temática ambiental, mas que ainda busca se afirmar como tal. O Brasil ocupa uma posição de relevância na geopolítica mundial por deter um grande território, a maior biodiversidade do planeta, áreas extensas de florestas e reservas de água doce, apenas para citar algumas características. Entretanto, a busca de uma inserção mais efetiva e articulada, por parte do Brasil, nas discussões da agenda ambiental internacional esbarra nas assimetrias de poder entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O Brasil tem buscado desempenhar papel mais significativo, por exemplo, no que diz respeito à produção dos agrocombustíveis. Essa questão suscita muitas controvérsias, ao tratar, simultaneamente, de três grandes desafios da atualidade: segurança energética, mudança climática e combate à fome e à pobreza. Para o Brasil, o grande dilema, em âmbito interno, é conciliar a necessidade de desenvolvimento econômico e social, sem prejudicar a conservação dos recursos naturais. No plano internacional, o desafio é provar que a produção de biocombustíveis do Brasil atende a requisitos de sustentabilidade social e ambiental, o que vem sendo questionado por acadêmicos, organismos internacionais, ONGs e diversos países, principalmente produtores de petróleo que se beneficiam do predomínio mundial da matriz energética de base fossilista. Os interesses econômicos são “pano de fundo” mais amplo dessa e de outras problemáticas ambientais, influenciando sobremaneira os contornos da geopolítica global.

Nas últimas décadas, os processos cooperativos internacionais surgem com a promessa de que podem ter papel relevante na promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental dos países. Em contraponto à ajuda internacional meramente assistencialista – presente, por exemplo, nas políticas americanas preconizadas pelo Plano Marshall no período Pós-Segunda Guerra –, emerge uma nova roupagem para a cooperação internacional, à medida que teria capacidade de proporcionar benefícios que extrapolariam a fronteira dos Estados Nacionais e proporcionariam soluções “coletivas” para problemas comuns, como a crise ambiental global.

Entretanto, um grande desafio ainda permanece como elemento precípuo da geopolítica global face à crise ambiental: desenvolver um sistema internacional mais justo e igualitário entre povos e países.



Rafael Jacques

Provoque seus sentidos


A moda está em tudo! E só quem desfruta desta paixão sabe que sua essência mora nos detalhes, numa costura bem feita, na leveza de um tecido, no carinho de um botão bem colocado... absolutamente tudo pode encantar. Quando assisto a um filme, por exemplo, não consigo não me comover com um figurino bem elaborado. Não digo no mal sentido como a Dani colocou na questão do Sex and the city(onde a roupa ofusca a composição e não o contrário) mas enquanto construção dos gestos e da alma de um personagem.


Há alguns anos quando assisti ao filme Amor a flor da pele, de Wong Kar Way, não sabia que estava diante de um dos diretores mais festejados da atualidade. Simplesmente assisti por recomendação de uma amiga mas logo pude notar o potencial do tal chinês pelo primor das roupas da protagonista. Como eu disse a riqueza mora nos detalhes.


É cada vestido, cada seda, cada sapato. cada bolsa. Afffff Maria. Por um breve momento eu quase desejei ser como as orientais com seus gestos contidos e sua timidez calculada, tamanho o fascínio pela sua elegância. Tudo isso graças a um figurino de cair o queixo.


Caso todos estes argumentos não provoque nenhum dos seus sentidos deixo aqui a dica do fime. Eu juro que não é pseudagem de tipos cult que a gente vê aos montes por aí.

Os que já assistiram e não gostaram q me perdoe mas ou vcs estão míopes ou estão de mal com o cupido.



segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ah, essas diferenças!


Ah, essas diferenças! Sofro com isso também. Refiro-me a essa incompatibilidade de raciocínio entre os sexos. Em primeiro lugar, homens e mulheres são diferentes sim. Isso é bom ou ruim? Depende de quem passa raiva.

Funciona mais ou menos da seguinte forma: ao longo dos tempos e da história, as formas extremamente primitivas de sociedade definiam a forma como ambos os sexos se relacionavam. Não era uma questão machista, era uma questão de sobrevivência. Basicamente eles caçando e elas cuidando da cria. Simples, não é? Acontece que durante muito tempo esse modelo continuou até que surgiram as primeiras sociedades organizadas. Portanto essa incompatibilidade hoje é por conta dessa herança genética. E assim vai ser durante muitas gerações à frente.

Agora sabendo dessa informação, temos o “poder” de não nos deixar irritar por bobagens que realmente não têm importância. Como exemplo a ser dado, hoje de manhã recebi a seguinte mensagem da minha querida e amada esposa: “Hmmm, tem que comprar papel.” Pela lógica, que rege a forma de pensar masculina, eu diria: “Ah, ta.” E ficaria por isso mesmo. Afinal, ela não me pediu pra comprar nada, simplesmente proferiu uma afirmação. Mas como eu já conheço o sistema feminino de raciocínio, respondi: “Amor, você quer que eu compre ou você mesma compra?”. Pronto, assim evitei uma tragédia calamitosa ao extrair dela uma informação clara e objetiva.

Acontece que a maioria de nós, homens ou mulheres, raramente damos atenção a esse fato num diálogo, e se algo saiu duvidoso, a culpa é sempre a do outro que não soube nos entender. É pelo mesmo motivo que quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, muita gente (entenda-se o sexo oposto) não gosta e diz que ela não serve pro cargo. O contrário também é verdadeiro.

Homens se entendem porque são claros e objetivos. As mulheres possuem grande compreensão entre si porque possuem um “feeling”. Não se pode esperar que o parceiro ou parceira aja como nós. Por isso, caros leitores deste blog, tenha paciência com o próximo e lembrem-se: não adianta, somos diferentes.

Mais adiante tocarei neste assunto novamente, pois quero promover uma discussão. Sadia, ok?

Abraços.

domingo, 8 de junho de 2008

Papai e mamãe NÃO pode. C&A padece sob a censura

No país do créu, de sexo na novela das 8, da boquinha da garrafa, do carnaval, não pode fazer um comercial sobre "papai e mamãe".

Para quem não sabe (ainda), a C&A fez a sua campanha para o dia dos namorados com a premissa do fuja do papai e mamãe. Pois é, foi censurada, pq não há outro termo para isto. Viva o Conar!! Propaganda de cerveja com mulher chamada de boa, pode!

País hipócrita! E vamos divulgar a campanha da C&A, propaganda de graça para a loja de departamentos. \0/



Eu nem gostei desta campanha, achei brega, como todas da C&A que não tem o Sebastian. Mas acho a coisa toda tão absurda que vale um post. Ahh, vocês sabiam que somente pessoas maiores de 23 anos podem fazer comercial de bebida alcoólica? Aquela BBB, Jackeline alguma coisa, foi vetada na Kaiser por conta disso. Mas posar nua ela pode! Adoro leis brasileiras!




Agora um exemplar das campanhas de cerveja:






Danielle M

Fique rica no verão 2009!


Voltando ao Fashion Rio...

Só pra dar um gostinho fiz um click de beleza do desfile da Virzi. A modelo lindinha da foto (que eu me esqueci de perguntar o nome na correria) foi fofa e permitiu que eu fizesse uma humilde fotita (nada profissional) pra mostrar um pouco do que podemos esperar da make up no verão 2009. De maquiagem eu não entendo nada, mas a única coisa que posso afimar é que o iluminador (sou rica e minha pele reluz a ouro) continua in. Então coleguinha se vc ainda não tem sequer um blush efeito bronze quebre seu porquinho e compre um djá.

Esquisitices fashion


Mais um Fashion Rio e eu acho q ainda não me acostumei com as esquisites do mundo da moda. É um mundo de extremos. Acredite! Vc vê tanta gente bonita mas vc vê tb taaaanta gente feia. Affffff maria! No intuito de querer ser fashion as pessoas cometem cada atrocidade minha gente. Algumas pessoas ainda acreditam que para serem notadas devem colocar um abacaxi na cabeça e sair fazendo carão por aí. Aberrações que devem fazer Chanel sacudir no túmulo.

Acho importante lembrar aos candidatos a Carmem Miranda que James Dean conquistou o mundo vestindo uma camiseta branca, jaquetinha e jeans.

sábado, 7 de junho de 2008

Oi

Oi. É um prazer poder deixar algumas idéias neste blog. Desculpem a timidez, mas de certo ela é passageira. Então pra agilizar este processo, vou me apresentar:
Meu nome como podem notar é Gustavo, simplesmente assim está bom. Fui convidado para imprimir algumas idéias e noções neste nobre blog. Naturalmente sou um tanto quanto leigo na área de moda, celebridades e afins, mas isso com certeza trará uma ponta de humor nos meus posts. No meio de um profundo mar de assuntos predominantemente femininos, assumirei a responsabilidade de expor a minha visão sobre alguns fatos que conheço pouco... tá, quase nada. Acho que vai ser engraçado, e por favor, se eu disser alguma bobagem, não levem à sério. ;-)
Conheço alguns colaboradores deste blog e tenho um certo apreço por cada um. São pessoas de bem com a vida e que servem de inspiração para muita conversa de botequim. Continuem assim.
Aos poucos vou escrevendo mais, porque agora preciso trabalhar.
Muito obrigado, espero corresponder à altura.

Sex And The City - O filme

O meu episódio favorito de Sex, está na season première da 2a temporada, "Take Me Out To the Ball Game". Quando Carrie, após o término com Big, tenta seguir adiante. E diz uma de minhas falas favoritas : "Quando se termina um relacionamento, alguns lugares, cheiros e até mesmo algumas horas do dia passam a ser proibidas".

Carrie nunca esteve tão linda, tão frágil e tão profunda neste episódio.



Acabo de voltar do cinema onde assisti um filme que espero a pelo menos 4 anos. Talvez este seja o problema. Ninguém permanece do mesmo jeito após este tempo.

Eu me diverti, emocionei em algumas cenas, fiquei enternecida, dei pequenos gritinhos histéricos, quase bati palmas, mas algo se perdeu. Sex não é a mesma coisa, o cinema, a duração do filme, tudo isso transformou Sex numa sucessão de clichês. Numa loja gigante onde grifes desfilam. Antes, a cada Manolo Blahnik que aparecesse, Prada, Dolce & Gabbana, tinha uma situação, um momento de compartilhamento com o público: Não posso ter este sapato ou vestido, apenas o desejo, mas entendo o que Carrie fala. O mote eram as relações. E não a vil matéria.

Todo o anti-feminismo, o narcisismo e o super consumismo em que a série foi acusada ao longo dos anos estão lá. E no fim, isto que fica do filme. Os personagens masculinos são coadjuvantes de luxo. Nem mesmo Big, cujo ator, Chris Noth, que tem a sua participação nos créditos da mesma forma que aparecia na série "And Chris Noth", nos fazendo ficar tontas a espera de mais um episódio entre Carrie e Big, conseguiu aparecer.

Claro que vou comprar o dvd e, provavelmente, vou rever o filme no cinema. Mas algumas coisas ficam melhores em 30 minutos a cada semana, ou no meu pack com 6 temporadas. Sex nasceu para ser série, pq nem como livro funcionou tão bem...

Danielle M

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Devaneios

Deveria existir alguma espécie de diploma em « Expressao dos sentimentos » exigido para quem se propusesse a megulhar de cabeça no Amor. Uma capacidade que talvez funcionaria como proteçao ao proprio cidadao.

Por que? Porque as pessoas sofrem quando percebem que o coracao partido muito vezes é a consequencia (ou uma das principais) de um deslize da comunicaçao entre duas pessoas. Ja ja me explico.


Quando nem tudo foi dito ou suficientemente explicado vem o tombo. A ilusao nos leva um pedestal e a realidade do outro (da vida?) a outro patamar completamente diferente. E ai o que fazer... Nao tem o que fazer, se o principio de se apaixonar é exatamente de se deixar levar e apostar nesse amor, a desconfiança nao entra nesse processo. E nem deveria.

E é justamente nessa doce ilusao que embriaga - como os grandes poetas ja descreviam o amor - é que esta todo o sentido de se apaixonar; pois do contario nao tem graça nenhuma. Se entregar, delirar, sonhar, planejar, tudo isso é lindo e subentende-se deveria ser compartilhado com o outro, mas ai vem o dilema: expressar completamente seus sentimentos e devaneios no intuito que tudo seja bem compreendido pode causar medo nos dois lados, nunca sabemos se a loucura do amor é bem vista ou oportunamente querida pelo outro. Entao seria melhor ir devagar, os sentimentos parcialmente escondidinhos, para nao assutar ou se assustar e assim correr o risco de viver numa dimensao paralela ao amor.

Ao nao comunicar (direito) seus sentimentos, as mulheres normalmente esperam uma sensibilidade dos homens nunca alcançada, pois esses por sua vez acreditam que tudo esta bem claro e portanto nada precisa ser adivinhado. E ai instala-se a confusao e a bagunça no coraçao. Mulheres se perguntando o por que por que por que eles nao fizeram nada (ou tudo), e os homens respondendo porque porque porque elas agiram assim. Dois lados que vao em direçoes opostas nas respostas. Ja reparam que depois de uma desilusao vemos que o problema sempre estava onde nao procuramos (e como procuramos!). Uma droga isso.

De todo jeito, como nao existe diploma nenhum nessa aérea, concluimos o que vovó e vovô ja sabiam, talvez so a perseverança pode ajudar os apaixonados. So quem acredita meeeesmo no grande amor aguenta erro atras de erro.
(Desenhos de Lisa G. http://lisagpeintre.blogspot.com/)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Badalo - Nú sem a mão no bolso

Como tá todo mundo falando, nós do ondas não poderíamos ficar de fora. Um tanto quanto quente a nova capanha da coleção primavera/verão 2008 de Tom Ford. Mas o cara é bom. Com polêmica então...
As fotos foram tiradas pelo badalado Terry Richardson e o rapaz do badalo (não menos badalado), que aparece como veio ao mundo, é o brazuca Alex Schultz.
Aqui foi sem censura, mas e quando for divulgado? Serácha?








Para divulgar: Você também pode ter o seu "Blue Satin" por 5 reais

Queremos o azul marinho, dona Risqué!( Á esquerda, o azul hortênsia e o Blackout, já unidos :P )


Eu vi aqui e adorei! Adoro testar novas cores de esmalte, principalmente as fortes, inverno pede. Fiz o teste e confirmo a dica do blog O Diabo Veste Zara.

O Blue Satin é o esmalte-tem-que-ter da Channel, mas custa por volta de 90 reais em algumas farmácias de fino trato.

Se você, assim como eu, não quer (e nem pode) gastar essa exorbitância. Faça a seguinte comprinha:

-Blackout (Risqué)
-Azul Hortênsia (Também da Risqué)

Voilá! Você terá seu azul marinho, a cor do Satin.

Quem sabe as marcas nacionais tenham sensibilidade e timing e façam a misturinha num frasco próprio? Porque ninguém é dono de cor :))

Danielle M

terça-feira, 3 de junho de 2008

O estilo e a cidade




Impossível não aceitar o fato de que a moda é um reflexo do que vivemos. Prefiro me 'enveredar' neste post por uma ótica simplista. Apenas uma de milhares. É fato que a cidade ou o lugar em que vivemos nos contagia para o bem ou para o mal. Na moda como na vida tudo depende....

Eu como mineira, que se mudou para o Rio, me vi contagiada pelo desapego a 'montação' do povo carioca. Por outro lado concordo que os cariocas exageram e acabam pecando na total falta de bom senso em se vestir de acordo com a ocasião. Não é pq vc vive boa parte dos seus dias sob um calor enlouquecedor que precisa sair de casa com a blusinha mais 'sambada' sempre. Batinhas fofas e vestidos frescos estão aí pra isso. Na outra ponta estão os cariocas que quando querem são os mestres na arte de se vestir com aquele ar de 'sou rico e cool' portanto não preciso de ostentação. O mestre desta escola se chama Oskar Metsavaht, para quem não sabe o dono e estilista da Osklen.

Sem querer causar vou falar da 'deselegância discreta' das moçinhas paulistas. 'Começemos' pela parte ruim. O que significa todo mundo vestido com aqueles terninhos de 5 categoria jurando que profissionais sérios devem se vestir assim. Minha gente se vc não tem dinheiro pra ter um terninho digno converse com o seu chefe e explique a ele que assim vc só contribui pra avacalhar ainda mais a paisagem de São Paulo. Agora os elogios. Paulistas sabem como ninguém falar através de sua roupa que são ricos (com bom gosto), chics e cosmopolitas. Sem falar que o senso estético de um paulista (estoy falando aqui dos hombres) dá de 10 nas regatas mamãe sou forte dos cariocas. Argh!

E vc vai pontuar pra quem???


segunda-feira, 2 de junho de 2008

naftalina X novo = tempo




No meio de tudo sempre o tempo. Inevitável não pensar nele quando fazemos um balanço. Um mini balanço qualquer que seja impulsionada por um 'baque' ao ler no jornal uma nota do falecimento de um grande artista como Yves Saint Laurent.

O tempo cura feridas, mostra a verdade, ressalta a impunidade e no caso da moda até nos ridiculariza ou apenas conclui e certifica a capacidade que algumas pessoas tem de pairar soberanas entre o chic e o mais chic ainda. No caso de Saint Laurent não considero necessário dizer de qual grupo sempre fez parte. Pq vamos combinar, fica impossível afimar que somos todos pessoas dotadas de bom senso quando olhamos uma foto em pleno auge da moda dos cabelos 'chitãozinho e xororó'.

Por outro lado acredito tb que se não soubermos separar o valor afetivo do senso estético fica dificil curtir as delícias da nostalgia (inclui- se aqui as cafonices). Sim, pq se olharmos tudo sob o viés da frieza seguimos em frente num anseio sem sentido pelo novo. O contrário tb se passa. É preciso saber dosar para não nos deixarmos ser engolidos pelo mundo. Para não nos tornarmos inadequados, fora de moda e por consequência auto exilados numa atmosfera cheirando a naftalina, onde não 'tocamos' nem alcançamos ninguém que não faça parte de nossa geração.

Contanza Pascolato não é chic só por fora, Contanza é chic e conectada com o tempo. Numa entrevista em que perguntaram o que ela andava escutando me deu uma grande lição de vida ao afirmar que andava encantada pelo White Stripes. Sim, Contanza curtia eles na época e talvez até já tenha se desapegado. Talvez tenha feito um balanço e constatado que eles não eram tão bons como ela pensava a 2 anos atrás, mas com certeza ela saberá guardar um lugarzinho em sua memória afetiva caso tenha uma boa história pra relembrar ao som dos Stripes.

Santo Yves morreu


Ontem a noite morreu aos 71 anos em Paris um dos costureiros mais importantes do século XXI. Yves Saint Laurent quis dar o poder às mulheres misturando o ultra-feminino ao masculino. Uma das suas mais célebres criaçoes foi o smoking para as mulheres. Ele começou cedo, aos 21 anos quando assumiu a Maison Dior e desde entao criou um estilo baseado na necessidade de adaptar as roupas das mulheres à sua época: o tailleur-pantalon e a saharienne fazem parte de suas peças fetiches.

Até o presidente Sarkozy e sua esposa Carla Sarkozy vao render homenagens ao falecido Yves. Carla inclusive ja desfilou para ele antes de virar primeira dama. O mundo da moda e os franceses estao tristonhos, abaixo alguns depoimentos:



Giorgio Armani: «Visitei Yves Saint Laurent em sua casa ha vinte anos. Cheguei de camiseta e bermuda, e ele, todo elegante. Depois de meia hora ja falavamos como velhos amigos»

Alexander McQueen: «Ele é a rasao pela qual estou na moda...»

Domenico Dolce et Stefano Gabbana: "Sempre atual, foi o primeiro a deixar a mulher sexy em um modelo masculino».

Vivienne Westwood: "Um dos raros a alcançar a perfeiçao em tudo que tocava».

Jean Paul Gaultier: « Yves Saint Laurent criou um novo vocabulario para o guarda-roupa da mulher moderna. Ele conseguiu sintetizar a revolucao social feminina do fim dos anos 60».