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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O politicamente correto virou politicamente idiota

Cannes 2011. Lars Von Trier, aquele doido de sempre, declara em evidente tom de brincadeira, que é nazista e tem simpatia por Hitler numa conferência de imprensa. Logo depois é banido de Cannes. Banido, exatamente como os nazistas costumavam fazer.

Quem vê os filmes de Trier sabe muito bem que é impossível aquele homem ter algum respeito, quanto mais simpatia para com o regime nazista , suas obras são um ode a libertação, mas enfim, toda a obra de um homem é jogada no lixo por conta de uma brincadeira estúpida, assumida pelo próprio diretor.

Há uma grande diferença entre o comentário de Von Trier e as infâmias do enfant terrible John Galiano. Punir o diretor da mesma maneira que Galiano mostra como essa onda do politicamente correto chegou as raias da histeria e pior, já flerta com a censura.

 Pedofilo estuprador pode.


Engraçado que o pedófilo estuprador Roman Polanski  nunca foi banido de Cannes, aliás, sempre é reverenciado. Polanski é judeu. Ao que parece o holocausto e o judaísmo garantem para sempre uma mordaça e um escudo.

Danielle M

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Grandes

Andei pensando numas figuras conhecidas da historia e cheguei a algumas conclusoes (mesmo que ainda nao sejam definitivas).



Depois de ver um documentario sobre a vida de Jackie Kennedy - me sinto intima entao chamo pelo apelido - percebi que as grandes mulheres têm algo em comum, principalmente as de politicos.

A Jackie por exemplo representa a força que uma mulher é capaz de produzir para suportar o sofrimento. Foi uma das primeira damas que mais engoliu sapo de forma elegante. Porque imaginem ser casada com um dos caras mais famosos e populares do mundo na época e saber, assim como todo o pais, que ele era um mulherengo de carteirinha. Se bem que se seu marido resolve te chifrar com Marilyn Monroe, so te resta lamentar meu bem...

Dona Kennedy, que virou depois dona Onassis, depois de aguentar as infedelidades vaaarias do JFK, teve o marido morto ao seu lado durante o tal desfile. Foi ela que com dois filhinhos pequenos e ainda sob o choque, organizou o funeral de seu marido e tratou de apagar todo e qualquer traço que pudesse sujar a imagem do tao querido presidente norte americano.

Anos depois ela disse que fez o que fez pelos filhos. Tai outra coisa que impressiona. No fundo as mulheres sao capazes de renunciar a tudo, à uma vida feliz, à um homem que promete todo o amor, à sua realizaçao profissional para preservar os filhos. Se colocado numa balança: vida explêndida mas longe dos filhos x vida miseravel e amaldiçoada mas perto dos filhos nao ha duvidas de que ela pesara para o lado de ca.

Essas grandes mulheres sao corajosas demais sô. Elas mostram como é grandioso o preço que pagam, e diante dela nos sentimos mesquinhos quando achamos o preço muito alto.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ode à España


Ontem começou o FIC em BSB. Festival Internacional de Cinema sempre é bem-vindo, ainda mais se o filme de estréia é do Wood Allen. Na verdade uso o filme Vicky Cristina Barcelona como desculpa para derramar todo meu amor pela Espanha. (Suspiro).

Viva Wood Allen nessa sua fase européia!!! Aêeeee cada dia mais parecido com Almodovar, alias Allen deve ser seu fã... Depois de London London, ele filma em Barcelona e consegue ressaltar toda a vida que aquela cidade produz. E quanta vida!

Melhor ainda quando junta no MESMO elenco: Penélope Cruz fazendo papel de doida (obrigado Seu Almodovar) ela é linda e histérica, Scarlett Johansson queridinha do diretor e nossa também, vai ser sexy assim em Marte. And last but not least, Javier Bardem transpirando seduçao - na melhor definiçao espanhola que a palavra pode provocar, claaaaro.

Agora imaginem tudo isso junto em Barcelona. (Suspiro 2)

O filme nao tinha como nao ficar bom. Fica a dica. Y hablado con zeta jajajaj
Ele homenageia a cultura catalã, ok. Dizem que é onde a Espanha é mais Espanha, ok.
O fato é que tanto a Catalunha quanto outras regioes sao magnificas. O sangue quente do espanhol esta por toda a parte, ave maria. Nao ha povo mais briguento e derretido que esse.

Tai a beleza desse pais. A musica, as letras, o ritmo, as flores, mais flores, mais flores, os vestidos, os olhares, homens-touro (ai ai), o tom forte de falar, tudo representa a inquietude dos espanhois. É tanta cor que hipnotiza. Tanta graciosidade que seduz. Tanta paixao que doi.

Os espanhois fazem da Espanha mais cigana. Facil se comover com a guitarra que toca flamenco e a voz que canta sofrido. De chorar. E lindo, lindo.

Verdade seja dita: ô pais gostoso! Se fosse definir a Espanha em apenas uma palavra... Volúpia

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Uma mulher que sofre é mais bonita?

O ócio é bom por isso: pensar em coisas que aparentemente não possuem a menor utilidade podem resultar em… pensamentos sem a menor importância.

Pegando o célebre versinho do Vinícius – rei da melancolia feminina – podemos fazer algumas perguntinhas: “Senão é como amar uma mulher só linda. E daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade…”

Será mesmo que ficamos mais bonitas quando sofremos? E cada vez mais lindas quando sofremos de amor?

Já repararam o quão sexy pode ser uma mulher que deixa escapar um suspiro de saudade, um olhar melancólico, uma expressão triste. Tem homens que pescam esses momentos e juram que dá o maior tesão (aposto que Vinícius era um deles!). Não é viagem, é constatação, basta ter um dia de cão, uma briga que partiu seu coração, ou simplesmente uma lembrança que abala para receber elogios/cantadas maravilhosas.

Este assunto pode render hooooras, podemos discutir a beleza da fragilidade feminina, o medo masculino de mulheres perfeitas, o mito da felicidade radiante, a teoria que diz que mulheres interessantes são interessantes porque sofreram mais, etc, etc. Mas às vezes penso que é apenas seu anjo da guarda te dando uma forcinha pra levantar o astral. Ou não...

PS: Isso não é uma campanha emo, tipo seja bonita e depressiva.


O Nascimento de Vênus, aqui retratada bela, bela, bela e tão triste. De Sandro Botticelli (1485-86).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ode a felicidade

Tem um episódio de Sex And The City, quando Carrie está namorando Aidan, ela fica abismada como a sua vida está tranqüila, tudo fluindo, na santa paz. Claro que Carrie se espanta, procura algo perdido em gavetas, verifica contas atrasadas e acaba por acordar sobressaltada a noite, tentando entender pq diabos ela não se habitua com a felicidade. Pq aquela sensação de bem estar chega até a incomodar?

Começo de namoro é idílio. São as melhores expectativas, os melhores afetos, as melhores situações. O melhor de cada pessoa para a outra.

Talvez mulheres como a maioria de nós, sempre jogando joguinhos, armando situações, analisando cada frase e gesto, tentando antecipar atitudes, acumulando mágoas e ferindo na mesma moeda, não nos acostumamos com relacionamentos bem sucedidos, numa base saudável, aceitando - e sendo aceita - pelo outro. Ser feliz dá medo pq a gente acredita que pode perder aquilo a qualquer momento. Como um chocolate que se come bem devagar para prolongar o prazer. O que acontece é que ser feliz assusta todo mundo. Aí, invariavelmente, tal como Carrie, muitas se sabotam.

Eu decidi não me sabotar. E enquanto ainda me acostumo com essa tal felicidade, vou desejando a todos o mesmo ao meu redor. Pq amar é isso, a gente fica com espírito conciliador e toques de Madre Teresa. Sabe como é, tanta felicidade sai sozinha pelos lados, cantos, ela inunda a vida. Ela direciona a gente.

Quando os Beatles cantavam "All You Need Is Love" e entoavam o amor contra a guerra, achávamos bonito e tudo mais. Mas é aquela coisa, só quem ama - e é amado- pode entender a verdadeira extensão da própria felicidade e da alheia. Conexão. Auteridade.





Nada como Simone de Beavouir, que amou muito , mas, e principalmente, a si própria, para terminar este ODE: “Ele me encantava cada vez mais, e o mais agradável nisso era que, através dele, eu gostava mais de mim mesma.”

Danielle M

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Supercalifragilisticexpialidocious



Ah nostalgia! Toda criança merecia uma uma baba Marry Poppins... Ok, o mundo não é mágico. Mas bem que ela deixa qualquer pokemon (ler desenhos imbecis) no chinelo.

Poppins é genial.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Hoje é dia do solteiro

Antes de mais nada, de qualquer opinião ou confissão, num acesso de reverência, me inspiro na grande Rosana Hermann, que fez uma postagem maravilhosa de doer - pq as coisas boas batem e doem, minha gente - na qual cito textualmente: "Mas talvez seja o caso de aproveitar essas 24 horas para pensar. Você está feliz como está agora? Queria estar sozinho? Queria achar alguém? Queria trocar alguém por outro alguém? Sua opção atual é consciente ou você foi parar lá? Você ama quem está com você, é amado, ou vocês sobraram um pro outro?"

Assim como Rosana, acho estas perguntas essenciais. Dizer que ser solteira é sempre uma opção é uma mentira para disfarçar a solidão ou rejeição.

Mas sim, há momentos mesmo que a gente opta por estar solteira. Opta pq pode ser muito chato viver a dois. A rotina, a obrigação, o estar por estar, enfim, todos aqueles detalhes que as vezes são sórdidos, ora engraçados, ora entediantes, ora enervantes...

S
er/estar solteira é agradável sim. Mas só quando você está em paz consigo mesma. Quando não quer encontrar alguém apenas para não ficar sozinha, desesperada, zangada com o mundo. Quando considera a solteirice não um remédio amargo e tampouco um oásis de prazeres sem culpa.

No entanto, discordando da própria Rosana, não considero a solteirice uma condição transitória. Há pessoas que são por convicção, seja por que gostam de ser "galinhas", ou sozinhas, ou ainda, que gostam de sair a qualquer hora e com quem quiser sem maiores satisfações (ok, se você for maior, vacinada e independente, for God sack), ou pq as escolhas que existem no "mercado"(terrível este termo) não favorecem em nada. O "antes só do que mal acompanhada", no mês do Folclore, é o melhor ditado possível.


Mas e quando não se quer mais continuar solteiro? As vezes a gente simplesmente tem que admitir que não se pode ter tudo o que quer. Até pq este querer não é uma via de mão única. E aí segue a vida, nem tão feliz, nem tão triste. Vivendo assim assim, até que um dia a gente acorda e o "assim assim" se transforma numa nostalgia boa, numa paz. Não é fácil esperar este dia e construir aos poucos o "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Mas é possível. E o que é possível sempre nos deixa bem .

Feliz dia dos solteiros para quem deseja estar assim!

Dica: Para ver neste dia




Danielle M

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A razão do meu afeto

Regra ou Lei de Murphy da pior espécie. Quando você perde, aí que dá valor. Quando você nem percebe, quando dá o toque (a ficha cai), tarde demais.

E aí? Como faz? Fica aquela angústia . Quando você sente um peso que vai do coração e sobe até a garganta, perdeu, meu irmão.

O que considero pior é a certeza de que você não tem a pálida idéia de onde surgiu este tipo de coisa. Sim, pq eu não assinei nenhum papel autorizando sentimentos não apropriados por determinada pessoa neste momento [/fala de advogado]. E surgiram de onde? E porque? E vão embora quando?

Danielle M